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Viveiro de mudas nativas fortalece ações de recuperação ambiental em Rio Negrinho (SC)

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    coomunica30
  • há 4 dias
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Atualizado: há 2 dias

Com mais uma etapa concluída, o projeto De Mãos Dadas Plantando o Futuro avança para a climatização de milhares de mudas que serão plantadas em um aproximadamente 250 hectares


Vanderlei Binancheski e sua esposa, Teresa Faustino da Silva, produtores de plantas ornamentais, cuidam com carinho e dedicação de cada muda no viveiro do assentamento Edson Noibert, em Rio Negrinho (SC)
Vanderlei Binancheski e sua esposa, Teresa Faustino da Silva, produtores de plantas ornamentais, cuidam com carinho e dedicação de cada muda no viveiro do assentamento Edson Noibert, em Rio Negrinho (SC)

No Assentamento Edson Soibert, município de Rio Negrinho (SC), está em andamento a implantação de um viveiro de mudas nativas que integra ações de recuperação ambiental em aproximadante 250 hectares, distribuídas nas localidades de Norilda da Cruz e Domingos Carvalho. O projeto, De Mãos Dadas Plantando o Futuro, é realizado em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Socioambiental (ISA), o Ministério Público Federal, e a Justiça Federal de Santa Catarina.


O trabalho envolve um processo cuidadoso que começa com a coleta de sementes em áreas de floresta nativa da região. As plantas-matriz são georreferenciadas, garantindo o registro das informações e contribuindo para a preservação da diversidade genética das espécies. Parte das sementes já foi semeada e germinou, encontrando-se agora em fase de repicagem (transplantio). As mudas passam então por um período de adaptação às condições climáticas em outro barracão, etapa fundamental antes do plantio em campo.


O levantamento atual aponta um volume expressivo de mudas já transplantadas, como as mais de 7 mil mudas de araucária, além de milhares de espécies como pessegueiro-bravo, tarumã e açoita-cavalo, e centenas de angico-vermelho, cereja, mirtilo brasileiro, pinheiro-bravo e cambará. Entre as espécies que serão transplantadas nas próximas estão: guabiroba, araçá-do-mato, canjerana, guamirim-branco, cereja, chal-chal, pitanga e ipê.



O projeto ainda inclui a preparação das áreas de plantio. A construção de cercas no local é uma das etapas em andamento, com o objetivo de proteger as áreas em recuperação, impedindo o acesso de animais domésticos, como o gado, e a circulação indevida de pessoas. A estrutura foi planejada de forma a permitir a passagem da fauna silvestre, que auxilia na dispersão e germinação das sementes, além de atuar na fertilização do solo e no controle de pragas, promovendo a saúde do ecossistema.


Iniciado no primeiro semestre de 2024, o projeto conclui agora mais uma etapa com a construção do escritório que, a parte da administração do viveiro, servirá também para o armazenamento de materiais e ferramentas. A iniciativa reforça a importância da recuperação ambiental através de espécies nativas e a construção de práticas sustentáveis no meio rural. Dilso Barcellos, secretário executivo da AESCA, fala com orgulho sobre o trabalho: “Não é uma simples ação de reflorestamento, estamos recuperando uma grande área degradada e possibilitando  futuro a toda a sociobiodiversidade local”.




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