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Diagnóstico das comunidades orienta projeto de recuperação ambiental no sul do Paraná

  • Foto do escritor: coomunica30
    coomunica30
  • 10 de abr.
  • 2 min de leitura

 Levantamento socioeconômico e ambiental avança em Teixeira Soares e aproxima equipe técnica da realidade das famílias assentadas


Levantamento socioeconomico com as comunidades assentadas em Teixeira Soares, sul do Paraná
Levantamento socioeconomico com as comunidades assentadas em Teixeira Soares, sul do Paraná

No município de Teixeira Soares, o projeto Conectando Biodiversidades e Consciências na Mata Atlântica, desenvolvido pela AESCA, segue avançando com a realização do levantamento socioeconômico das famílias assentadas — etapa que vem sendo marcada pela escuta, pela convivência e pela troca de saberes no território.


Além de reunir dados, o trabalho busca compreender a realidade das comunidades a partir de aspectos sociais, ambientais e econômicos, orientando as próximas ações do projeto com base nas necessidades concretas das famílias.


A iniciativa integra o programa Floresta Viva, viabilizado pelo FUNBIO, com financiamento do BNDES, e reforça uma estratégia que articula recuperação ambiental, geração de renda e fortalecimento da organização comunitária nos assentamentos.


É no dia a dia das visitas que esse processo ganha forma. Ao receber a equipe em seu rancho, Maria Aparecida Alves, do assentamento Fazenda São Joaquim, resume o sentido da iniciativa a partir da própria vivência. “Esse projeto é muito bom porque permite plantar nas beiradas d’água e recuperar as nascentes. Vai ser muito bom para todos nós”, afirma.


O acolhimento das famílias também tem sido parte fundamental dessa construção. Em meio às atividades, a equipe compartilha refeições, como no almoço realizado na casa de João Darli França e Rose França, produtores orgânicos da comunidade — momentos que fortalecem vínculos e ampliam o diálogo com o território.


Equipe da Aesca sendo muito bem recebida por  João Darli França e Rose França, produtores orgânicos da comunidade
Equipe da Aesca sendo muito bem recebida por  João Darli França e Rose França, produtores orgânicos da comunidade

Moradora do assentamento São Joaquim há 30 anos, Berenice Fátima da Cunha acompanha o processo de perto, agora também como técnica do projeto. Para ela, a experiência tem revelado realidades que muitas vezes passam despercebidas, mesmo entre vizinhos. “Começamos com um pouco de desinformação, mas, ao longo do processo, fomos esclarecendo dúvidas e tivemos uma boa aceitação”, relata.


“Acredito que o projeto só vem para somar, mudar a forma de pensar e melhorar a qualidade de vida nos assentamentos”, completa.
Berenice Fátima da Cunha (à direita na foto) é moradora do assentamento e também atua como técnica do projeto
Berenice Fátima da Cunha (à direita na foto) é moradora do assentamento e também atua como técnica do projeto

Paralelamente ao levantamento socioeconômico, teve início o estudo florístico na região. As equipes também realizam a demarcação das parcelas onde será feito o acompanhamento da vegetação existente — etapa essencial para orientar, ao longo do tempo, as ações de restauração ambiental.


 
 
 

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