Projeto De Mãos Dadas Plantando o Futuro inaugura sede técnica em Rio Negrinho
- coomunica30
- 30 de jan.
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Atualizado: 26 de fev.
Infraestrutura desenvolvida em parceria entre AESCA e IBAMA amplia o rigor técnico e a qualidade da restauração da Mata Atlântica em Santa Catarina

O esforço para devolver a biodiversidade original às paisagens catarinenses ganhou um novo impulso com a inauguração do viveiro de mudas nativas e da sede técnica do projeto De Mãos Dadas Plantando o Futuro, na última quarta-feira (28), em Rio Negrinho. A abertura do espaço marcou uma nova etapa da iniciativa da AESCA em parceria com o IBAMA e coroou dois dias de debates e planejamento estratégico, reunindo coordenação, parceiros institucionais e representantes das comunidades envolvidas.
Voltado à recuperação de áreas degradadas, o programa atua de forma participativa em territórios rurais da região norte de Santa Catarina, combinando técnicas de restauração ecológica adaptadas às características de cada área. As ações incluem o plantio de espécies nativas como araucária e imbuia, fundamentais para a recomposição do bioma e o fortalecimento da biodiversidade local. Marcelos Alves, engenheiro agrônomo e gestor do projeto, defende que a restauração dessas áreas “é crucial para a regulação do clima, a proteção de bacias hidrográficas e a sobrevivência de espécies endêmicas sob risco de extinção”.
Diferencial Técnico
A inauguração do escritório representa um avanço estratégico para a consolidação dessas atividades e passa a funcionar como um centro de produção, gestão e monitoramento do projeto. Além do viveiro, destinado à multiplicação de mais de 30 espécies nativas da Mata Atlântica, o espaço abriga a sede técnica da equipe, com veículos e computadores integrados a um servidor próprio para armazenamento e análise de dados. A iniciativa garante mais rigor no planejamento e na execução das atividades em campo. Segundo o coordenador do projeto, Dilso Barcellos, este é um dos pontos altos da iniciativa: “Agora temos uma estrutura que nos permite acompanhar com mais precisão cada etapa da restauração, garantindo suporte técnico e científico permanente às ações em campo”.
A eficácia do projeto está diretamente ligada à cooperação entre o saber técnico e a gestão pública. O IBAMA/SC atua como parceiro estratégico, contribuindo com orientação metodológica, acompanhamento técnico e qualificação das ações. A sustentação científica é assegurada pela coordenação da AESCA — Dilso Barcellos, Terezinha R. da Silva, Lucídio Ravanello, Marcelos Alves e Rui Alvacir Netto — em conjunto com a equipe técnica local, formada pelo engenheiro florestal Jean Bianconcini, pela engenheira agrônoma Edinara Carolina Wolff de Mattos e pelo técnico florestal Ricardo Jahn. Cabe a esse grupo o planejamento e a aplicação das metodologias de recuperação ambiental, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo IBAMA.

Além do impacto direto sobre o ecossitema, o projeto investe em educação ambiental e capacitação contínua de jovens e adultos, fortalecendo a autonomia das comunidades envolvidas e ampliando o alcance das ações de restauração. Ao articular organizações sociais e órgãos públicos, a iniciativa reforça a proteção da Mata Atlântica e aponta caminhos concretos para um modelo de desenvolvimento sustentável baseado no cuidado com os territórios e com a natureza.
O ato de inauguração contou ainda com a presença de representantes de instituições parceiras e lideranças locais, entre eles João Paulo Lagus Strapasson, do INCRA; Jurandir Bassani, presidente da Cooperdotchi; Paulo Johann, dirigente do MST; Manoel Roque, representando o Padre Pedro Baldisera; e Maurício Klemann, representando a Cooptrasc.





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