Reunião com o Ibama promove alinhamento de projetos de recuperação ambiental em SC
- coomunica30
- 25 de fev.
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Atualizado: 26 de fev.
Entidades discutem desafios e constroem soluções para a recuperação de áreas de Mata Atlântica no estado

Secretário executivo da AESCA, Dilso Barcellos, e técnicos do Ibama acompanham a reunião
Na manhã desta terça-feira (24), a equipe da AESCA participou de uma reunião semi-presencial na sede do Ibama, em Florianópolis, que proporcionou um espaço de alinhamento entre os executores de projetos de recuperação ambiental em Santa Catarina. Cerca de 20 pessoas acompanharam o encontro, entre participantes presenciais e online, representando órgãos públicos como o próprio Ibama, o Instituto Socioambiental (ISA) e o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC), além das entidades executoras Apremavi, Mater Natura, Centro Vianei e CERTI.
O encontro foi marcado pelo diálogo sobre os desafios enfrentados na execução dos projetos de recuperação ambiental no estado. No caso da AESCA, foram discutidas questões relacionadas ao projeto De Mãos Dadas Plantando o Futuro, especialmente as 377 clareiras indicadas pelo Ibama para a instalação das chamadas “ilhas de diversidade” — estratégia que busca promover ambientes diversos por meio da abertura manual das áreas, com uso de facão e foice.
As ilhas de diversidade, assim como a instalação de cercas e a retirada de pinus, foram registradas como atividades pré-operacionais. No entanto, apesar da abertura dos núcleos, a equipe técnica da AESCA concluiu que não seria possível realizar o repovoamento imediato dessas áreas devido à hiperdominância de taquaras. Diante desse cenário, a entidade promoveu um seminário com especialistas sobre a recuperação de taquarais, buscando respaldo técnico para a tomada de decisão — especialmente após o Ibama rejeitar a possibilidade de manejo com maquinário.
A técnica Erica Argenton destacou o empenho da AESCA em buscar soluções viáveis para enfrentar o problema ainda na fase pré-implantação, avaliando alternativas de forma conjunta e fundamentadas tecnicamente. De acordo com Marcelos Alves, engenheiro agrônomo da AESCA, apesar dos desafios enfrentados, o projeto segue avançando conforme o previsto. Atualmente, a equipe já está na meta dois de implementação, com escritório e viveiro estruturados e em funcionamento.
Outras entidades também tiveram a oportunidade de compartilhar suas dificuldades como é o caso da reprodução de espécies de xaxim e a canela-preta. Embora ambas as plantas não estejam previstas na estratégia atual da AESCA, a entidade se comprometeu a monitorar a ocorrência do xaxim na região, avaliando se a espécie apresenta sinais de progressão ou regressão. Marcelos observa que o xaxim pode ser entendido como um indicativo da qualidade da regeneração florestal, uma vez que a espécie tende a se estabelecer apenas quando a floresta alcança níveis adequados de desenvolvimento e umidade.
Para o secretário executivo da AESCA, Dilso Barcellos, a reunião foi positiva por permitir que as entidades compartilhassem coletivamente suas dificuldades, angústias e desafios, fortalecendo o caráter colaborativo da iniciativa. Dilso também manifestou preocupação com práticas agrícolas que impactam negativamente o território, como o uso de agrotóxicos pulverizados por drones e técnicas adotadas por fumageiras que degradam o solo na região do projeto. Segundo ele, esse contexto reforça o compromisso da associação com uma agricultura sustentável, capaz de produzir e preservar o meio ambiente na mesma medida.




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